Todo ano, no mês de aniversário do contrato, chega a carta da operadora com o novo valor. E, para muita gente, o susto é grande. Mas o tamanho do aumento depende muito do tipo de plano que você tem. Entender isso é o primeiro passo para saber se vale a pena trocar.
Plano individual: o reajuste tem teto
Nos planos individuais ou familiares, contratados direto no CPF, a ANS define todo ano um percentual máximo de reajuste. A operadora não pode cobrar mais do que esse teto. Para 2026, o teto é de 5,11%.
O problema é que poucas operadoras ainda vendem esse tipo de plano, e quem consegue contratar costuma pagar um preço de entrada mais alto. Veja mais na página sobre plano individual.
Plano coletivo: o reajuste não tem teto da ANS
A maioria das pessoas está em planos coletivos: por adesão (pela profissão ou associação), empresariais ou contratados por MEI. Nesses planos, a ANS não define um limite de reajuste. O percentual é calculado pela operadora com base nos custos e no uso do plano.
Segundo o Painel de Reajustes de Planos Coletivos da ANS, o reajuste médio em 2025 dos planos coletivos com menos de 30 vidas, que é o perfil de famílias, MEIs e pequenas empresas, foi de 14,24%. Para comparar, o teto dos planos individuais em 2026 é de 5,11%, ainda que os dois números se refiram a anos e regras diferentes.
Contratos pequenos têm uma proteção
Em contratos com menos de 30 vidas, a ANS determina que a operadora agrupe todos esses contratos e aplique o mesmo percentual a todos eles. Isso evita que uma família ou um MEI receba um aumento isolado só porque alguém usou muito o plano naquele ano.
Reajuste anual não é o único aumento
Além do reajuste anual, o preço também muda quando alguém do plano entra em uma nova faixa de idade. São 10 faixas definidas pela ANS, e a última, de 59 anos ou mais, pode custar no máximo 6 vezes o valor da primeira. Por isso, em alguns anos o aumento parece dobrado: reajuste anual e mudança de faixa no mesmo período.
O que fazer quando o plano fica caro demais
- Confira o tipo do seu contrato. Saber se ele é individual, por adesão ou empresarial ajuda a entender o reajuste e as alternativas.
- Compare com outras operadoras. Às vezes um plano com rede parecida custa bem menos, principalmente em outra forma de contratação.
- Veja se alguém da família tem CNPJ ou MEI. Planos PME costumam ter preço menor que os por adesão. Saiba mais sobre o plano MEI.
- Avalie a acomodação e a coparticipação. Trocar apartamento por enfermaria ou aceitar coparticipação pode reduzir a mensalidade.
- Use a portabilidade. Se você cumpre as regras da ANS, dá para trocar de plano sem cumprir carência de novo. Veja como funciona a portabilidade de carências.
Resumo
O plano individual tem reajuste limitado pela ANS, mas é difícil de encontrar. O coletivo é mais comum e não tem teto, por isso costuma subir mais. Se o aumento deste ano pesou, vale comparar: a cotação é gratuita, e você só decide depois de ver os números lado a lado.