Na hora de cotar um plano de saúde, é comum aparecerem duas versões do mesmo produto: com e sem coparticipação. A versão com coparticipação tem mensalidade menor. Mas será que compensa? Depende de como você e sua família usam o plano.
O que é coparticipação
Coparticipação é quando, além da mensalidade, você paga uma parte do custo de alguns atendimentos no momento em que usa o plano, como consultas e exames. Em troca, a mensalidade fica mais barata.
Os valores ou percentuais cobrados, e em quais procedimentos, precisam estar descritos no contrato. A ANS não permite que a coparticipação seja tão alta a ponto de impedir o acesso ao atendimento.
Quando a coparticipação costuma valer a pena
- Quem usa o plano pouco, com consultas e exames de rotina uma ou duas vezes por ano.
- Famílias jovens e saudáveis, que querem o plano principalmente para emergências e internações.
- Empresas que querem oferecer o benefício com custo menor e incentivar o uso consciente.
Quando pode sair caro
- Quem tem doença crônica e faz consultas e exames com frequência.
- Quem faz terapias contínuas, como fisioterapia, fonoaudiologia ou psicologia.
- Gestantes, que vão precisar de muitas consultas e exames no pré-natal.
- Famílias com crianças pequenas, que costumam ir mais ao pediatra.
Nesses casos, a soma das coparticipações ao longo do ano pode passar da economia na mensalidade.
O que conferir no contrato
- Quais procedimentos têm coparticipação e quais não têm.
- Se a cobrança é um valor fixo ou um percentual do custo.
- Se existe um limite máximo por procedimento ou por mês.
- Como funciona a coparticipação em internações, se houver.
Faça a conta antes de decidir
Pense em quantas consultas e exames a família fez no último ano. Multiplique pelo valor da coparticipação e compare com a diferença de mensalidade entre as duas versões. Se a economia na mensalidade for maior, a coparticipação compensa. Na cotação, mostramos as duas opções lado a lado para você comparar.
Resumo
A coparticipação reduz a mensalidade, mas cobra uma parte a cada uso. Ela compensa para quem usa pouco o plano e pode sair cara para quem faz tratamentos frequentes. Leia o contrato e faça a conta com o seu histórico de uso.